Pessoal, a espanhola Aena confirmou ontem que arrematou a concessão do Galeão, e com isso já pode se considerar a maior operadora de aeroportos do país, cuidando de cerca de 28% do tráfego de passageiros do Brasil.
O leilão aconteceu na segunda e o lance foi de R$ 2,9 bilhões. O contrato vai até 2039, com possibilidade de extensão por mais cinco anos. A Aena já tocava Congonhas, então agora juntou o segundo aeroporto mais movimentado (CGH) com o terceiro (GIG). A operadora fica com o controle total do hub internacional.
Na teleconferência com analistas, o CFO da Aena soltou os números: o Galeão gerou um EBITDA de quase R$ 500 milhões em 2024, com margem de 48%, e pasmem – o aeroporto não tem dívida. Ele ainda disse que pagaram um preço que consideram “muito confortável” e que a transação vai gerar valor pra geral.
Sobre capacidade: o aeroporto movimentou 18 milhões de passageiros ano passado, mas tem capacidade total de 37 milhões. Ou seja, tem um baita espaço pra crescer sem precisar de grandes obras, tipo uma terceira pista. Ah, e o teto de 6,5 milhões de passageiros no Santos Dumont (que deve seguir valendo até o fim da concessão) também ajuda a empurrar tráfego pro Galeão.
Parece um negócio redondo, mas será que o risco regulatório e a recuperação do Rio vão deixar esse hub voar? ![]()