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BRF do Brasil promete mudanças após primeiro trimestre ruim; ações caem

A processadora brasileira de alimentos BRF SA (NYSE:BRFS) atribuiu na quinta-feira os resultados decepcionantes do primeiro trimestre ao aumento dos custos e da inflação em seu mercado doméstico, e prometeu aumentar suas margens e retornar à lucratividade.

Em ligações separadas com analistas e jornalistas para discutir os resultados, o presidente-executivo da BRF, Lorival Luz, disse que a administração está preparando medidas “para simplificar” a estrutura da empresa, não dando detalhes.

Ele disse que o plano não envolve vendas de ativos ou fechamento de fábricas.

“Vamos mudar a forma como atuamos em todas as áreas da empresa, vamos simplificar processos e procedimentos”, disse Luz, adiantando que algumas das medidas serão introduzidas este mês. “O objetivo é nos tornarmos mais dinâmicos e eficazes, para trabalharmos com agilidade em direção aos nossos objetivos de crescer e gerar lucros de forma sustentável.”

A processadora de aves e suínos registrou prejuízo de R$ 1,5 bilhão (US$ 298,5 milhões) no primeiro trimestre e queimou mais que o dobro desse valor em dinheiro ao enfrentar a crise econômica no Brasil.

Os resultados refletiram as baixas vendas e margens de alimentos no país sul-americano e o impacto de uma baixa relacionada a derivativos de 406 milhões de reais.

O novo diretor financeiro da BRF, Fabio Mariano, disse que a despesa atrelada a uma posição de derivativo de milho deve ser reconhecida no primeiro trimestre.

“Quando olhamos para trás, não foi a decisão certa”, disse ele em resposta a uma pergunta da Reuters, referindo-se ao mérito dessa posição de hedge.

As ações da BRF caíram cerca de 12% em um ponto das negociações da manhã antes de reduzir as perdas para negociar 6,3% mais baixas em São Paulo, tornando-se uma das maiores perdedoras da bolsa.

Analistas do Credit Suisse (SIX:CSGN) disseram que a BRF estava passando por “tempos de teste”.

“Acreditamos que o consenso reduzirá significativamente suas estimativas para refletir o novo cenário um tanto inesperado”, escreveram os analistas. “A cadeia produtiva da empresa é longa e complexa, o que demanda alguns trimestres para voltar aos trilhos.”

Referindo-se aos resultados do primeiro trimestre, o JP Morgan disse que “não previmos isso” e rebaixou as ações para um desempenho inferior.

“Achamos que o cenário macro continua desafiador, com preços do milho próximos de máximas históricas e custos de logística em níveis elevados, enquanto os bloqueios na China representam riscos para grande parte do mercado de exportação da BRF”, disse o JP Morgan.