Pois é, o dólar até tentou esboçar uma reação na sexta, mas fechou a semana no vermelho. O índice DXY, que mede a moeda americana contra seis principais pares, subiu 0,3% no dia, pra 99,50, mas acumulou queda de 0,9% na semana. Ou seja, os investidores ainda estão tentando decifrar pra onde vão os juros nos EUA com esse cenário de guerra no Oriente Médio.
No câmbio, o euro (EUR/USD) caiu 0,2% pra 1,1570, e a libra (GBP/USD) recuou 0,7% pra 1,3338, mas ambas ainda devem fechar a semana com ganhos. Já o iene (USD/JPY) disparou 0,9% pra 159,21. O que tá mexendo com tudo isso? O petróleo, claro. Com os ataques a infraestrutura de energia no Golfo e o fechamento de uma rota marítimaimportante, o barril subiu forte, e o mercado já começa a apostar que os bancos centrais podem ter que pensar em subir juros de novo pra conter a inflação.
Desde o fim de fevereiro, quando a guerra começou de fato, o pessoal tem comprado dólar como proteção. Mas essa semana o Fed resolveu deixar os juros como estavam, citando justamente a incerteza em relação ao conflito (leia-se: a operação conjunta EUA-Israel contra o Irã). Só que, ao mesmo tempo, mantiveram as projeções de cortes de juros ainda este ano. No fim, ninguém sabe direito o que esperar.
Resumo da ópera: petróleo subindo, Fed prometendo cortar, guerra no meio do caminho. O resultado é um dólar que não sobe nem desce com convicção.