O Brasil se tornou um dos países mais vulneráveis a crise na Turquia

Brasil é especialmente vulnerável à crise na Turquia, dada a sua dependência do investimento estrangeiro (60.000 milhões em 2017) e o país compartilha muitos desses investidores estrangeiros, especialmente os bancos europeus, com o país euro-asiático. A maioria dos economistas tem adivertido que a chave da extensão do contágio da crise turca iria medir o seu impacto sobre o Brasil. A maior economia da América do Sul contraiu 1% no segundo trimestre, assim como estava deixando para trás sua pior recessão em um século, devido à greve dos transportadores que paralisou o país por 11 dias em maio. O Fundo Monetário Internacional prevê que a economia sul-americana cresça 1,8% este ano, após o 1% registrado em 2017, o que representa uma recuperação muito modesta para um país emergente. A dívida pública estava em torno de 84% do PIB no final de 2017 o que sera potencializado. Em episódios anteriores de vulnerabilidade cambial, o banco central não hesitou em intervir no mercado para impedir a queda da moeda. A última vez em junho passado, quando ele mal conseguiu estabilizar por alguns dias a moeda em torno de 3,7 unidades.