Os investidores se abrigam em títulos do Tesouro de curto prazo, reduzindo a chance do Bitcoin subir para US$ 30 mil

O preço do Bitcoin ultrapassou US$ 28.000 em 21 de março, mas de acordo com duas métricas de derivativos, os traders não estão muito entusiasmados após um ganho de 36% em oito dias. Olhando além do desempenho estelar do Bitcoin, há razões pelas quais os investidores não estão totalmente confiantes em mais aumentos de preços. O recente resgate do Credit Suisse, uma importante instituição financeira suíça de 167 anos, é a prova de que a atual crise bancária global pode não ter acabado.

Em 19 de março, as autoridades suíças anunciaram que o UBS havia concordado em adquirir o rival Credit Suisse em uma fusão de “resgate de emergência”, a fim de evitar mais turbulências no setor bancário global. A transação pode se beneficiar de mais de US$ 280 bilhões em apoio estatal e do banco central, o que equivale a um terço do produto interno bruto da Suíça. Infelizmente, não há como retratar esse acordo como tranquilizador ou como um sinal de força das instituições financeiras, inclusive dos bancos centrais.

O mesmo pode ser dito sobre a linha de crédito emergencial fornecida pelo Tesouro dos Estados Unidos para proteger o setor bancário e aumentar as reservas da Federal Deposit Insurance Corporation. O “Bank Term Funding Program” (BTFP), lançado em 12 de março, marcou um retorno às injeções de liquidez do Fed, invertendo a tendência iniciada em junho de 2022, quando o Federal Reserve iniciou as vendas mensais de ativos.