Senado boliviano aprova 'lei ouro' para aumentar reservas internacionais

O Senado da Bolívia aprovou na manhã desta sexta-feira a chamada “lei do ouro”, destinada a fortalecer as reservas cambiais do país.

A legislação, que teve o apoio do partido no poder e permite ao banco central monetizar suas reservas de ouro, será agora enviada ao presidente Luis Arce para sanção dentro de 10 dias.

Os temores sobre a escassez de dólares nos últimos meses alimentaram preocupações mais amplas sobre uma crise econômica na Bolívia, onde as reservas em moeda estrangeira vêm caindo há anos e onde a moeda local está atrelada ao dólar.

Em comunicado após a votação, o Banco Central da Bolívia disse que a lei foi resultado de um “consenso com produtores de ouro, cooperados de mineração, organizações sociais e sindicais de diferentes setores e legisladores nacionais”.

A nova lei permitirá ao banco central comprar ouro bruto de cooperativas de mineração do país e convertê-lo em moeda ou barras de ouro para negociar nos mercados internacionais.

“Aprovamos a lei por maioria… É para garantir uma economia estável no estado plurinacional”, disse Hilarion Mamani, senador do partido de esquerda MAS.

As reservas internacionais líquidas da Bolívia caíram de um pico acima de US$ 15 bilhões em 2014 para menos de US$ 4 bilhões agora.

“A Bolívia vive uma crise profunda e esta lei é apenas um paliativo”, disse o senador da oposição Andrea Barrientos após o debate.