A conversa sobre tokenização nas instituições financeiras finalmente saiu da fase “é blockchain, é futurista!” e entrou na fase útil: o que isso realmente resolve?
Os bancos estão acordando para o fato de que ninguém acorda querendo “tokenização”. O cliente quer liquidação mais rápida, conseguir usar seu colateral em mais lugares e gerir sua liquidez sem dor de cabeça. A tokenização é só o meio para chegar lá.
O pulo do gato é que isso não vai ser uma revolução que derruba o sistema. Vai ser uma evolução lenta e pragmática, tornando processos antigos um pouco mais baratos, eficientes e flexíveis. Como um cara do setor resumiu:
“Um dos problemas não é a tecnologia. É a suposição de que a tokenização vai resolver tudo rapidamente. Na realidade, será uma evolução.”
O cenário final provavelmente não vai ser uma blockchain única dominando tudo, mas um sistema híbrido e meio bagunçado (como tudo no mundo real). Stablecoins já mostraram que liquidação aberta funciona. Depósitos tokenizados estão levando isso para dentro dos bancos. Camadas de interoperabilidade estão tentando costurar essa colcha de retalhos.
Em resumo: menos hype, mais upgrades práticos nos sistemas de liquidação, colateral e distribuição que já existem.