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Venezuela prende 10 funcionários da PDVSA por venda ilegal de combustível

O procurador-geral da Venezuela disse na quinta-feira que 10 funcionários da estatal Petroleos de Venezuela (PDVSA) foram presos por supostamente desviar e vender cerca de 3 milhões de litros (792.516 galões) de combustível ilicitamente, enquanto longas filas continuam em postos de gasolina em toda a OPEP país devido à escassez de gasolina e diesel.

Agricultores, fabricantes e varejistas no início desta semana pressionaram o presidente Nicolas Maduro para acelerar um plano para resolver a escassez de diesel, alertando que a falta de combustível estava ameaçando as colheitas e o transporte de alimentos no país atingido pela crise.

“Esses criminosos tentaram lucrar, repito de forma criminosa, com combustível sem se importar com os danos que causa não só à sociedade, mas praticamente se tornaram aliados, cúmplices de quem promoveu o bloqueio e as sanções”, afirmou. disse o procurador-geral Tarek Saab.

Maduro atribuiu a falta de sanções às sanções dos EUA, que visam expulsá-lo. No ano passado, Washington eliminou uma isenção de sanções que permitia à Venezuela exportar petróleo bruto e receber diesel em troca. Os críticos argumentam que os problemas nas refinarias da Venezuela são a principal causa da escassez de combustível.

Saab disse que o grupo, que inclui pessoal de alto escalão, foi detido em uma planta de abastecimento de combustível no estado de Zulia, no noroeste do país, por desviar 1,9 milhão de litros de gasolina e outro milhão de diesel.

A escassez de óleo diesel começou no final do ano passado. O país já vinha sofrendo com uma escassez generalizada de gasolina há meses, pressionando o governo a importar combustível do Irã e cortar drasticamente os subsídios estatais. O diesel ainda é distribuído gratuitamente aos caminhoneiros.