Galerinha dos chips, aquele boato voltou com força: a possível retomada das vendas de GPUs (as versões “castradas” para cumprir as regras) dos EUA para a China.
Um analista da Raymond James, Simon Leopold, tentou botar números nessa história e os resultados são interessantes, mas cheios de “SE”.
Resumo do potencial de upside (cenário otimista):
AMD: Poderia gerar um incremental de US$ 500M - US$ 800M em receita. Isso adicionaria cerca de US$ 0.10 - US$ 0.20 no lucro por ação (EPS non-GAAP). Não é um game changer, mas é uma grana significativa.
NVIDIA: Aqui o bicho pega. A estimativa é de um aumento de receita entre US$ 7 BILHÕES e US$ 12.5 BILHÕES. Traduzindo pra EPS: um upside de US$ 0.15 - US$ 0.30 em 2026. Número absolutamente colossal.
MAS… (sempre tem um mas):
O analista levanta várias pedras no caminho:
Vai comprar? A China vai permitir que suas gigantes de cloud (Alibaba, Tencent) comprem esses GPUs americanos, ou vai incentivar alternativas nacionais?
A Taxa do Tio Sam: O governo dos EUA quer cobrar uma taxa de 15% sobre o valor de cada licença de exportação. Como isso vai impactar o preço final e a contabilidade? Ninguém sabe direito.
Timing e Ritmo: Mesmo com aprovação, não se sabe quando virá e se a escalada de vendas será linear.
Caso da AMD: Os boatos focam num pedido da Alibaba por 40k-50k unidades do acelerador MI308 (versão China). A um preço estimado de US$ 15k, daria uns US$ 675M, distribuídos por vários trimestres.
Conclusão dele: O potencial, especialmente pra NVDA, é enorme, mas o risco político e regulatório é tão grande quanto.
O que vocês acham? Esse é o catalisador que falta pra NVDA decolar de vez, ou é muita especulação em cima de geopolítica?