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A importância dos setups para a adequada análise técnica

Setups são fundamentais para a análise técnica

Setup é um conjunto de critérios que um trader utiliza para orientá-lo em entradas e saídas de operações. Basicamente, são utilizados para que o investidor possa buscar o melhor momento para entrar em uma operação e para entender qual o momento correto para encerrá-la.

Isso não significa, de forma alguma, que um setup seja 100% confiável, ou seja, independente do setup escolhido pelo trader, ele não tem garantias de sucesso na operação. O setup serve para dar uma base técnica para a tomada de decisão por parte do trader, tanto na entrada quanto na saída.

Existem inúmeros setups sendo utilizados, desde os mais simples até os mais complexos. Não dá para dizer qual é o melhor ou qual é o pior. A escolha por um ou por outro depende muito do perfil do investidor e do que ela está esperando naquela operação.

Há um ditado que diz quem não é o trader que escolhe o setup, mas é o setup quem escolhe o trader. Talvez seja verdade, mas o importante mesmo é que a análise seja feita com prudência e conhecimento para evitar leituras equivocadas dos dados, independente da estratégia adotada. Por isso, é importante conhecer os principais setups e quais são as vantagens e os riscos de cada um.

Breakouts

Esse setup faz jus ao nome, visto que breakout significa rompimento. De uma forma bem simples, é quando ocorre uma mudança de comportamento no mercado depois de um período de acumulação ou de congestão.

No período pré-breakout, os preços oscilam entre uma estreita região composta por fundos e topos na horizontal. Quando os preços rompem essa região, independente se para cima ou para baixo, então tem-se um breakout.

Diante disso, é fundamental que o trader conheça esse setup com clareza para que possa perceber os sinais da possibilidade de sua ocorrência. Dessa forma, é possível aproveitar as oportunidades ou minimizar os riscos com base nas informações extraídas pelo pré-breakout.

Candles

Talvez o mais amplo setup seja o candle, pois a gama de possibilidades extraídas dos candlesticks é enorme. Pode-se extrair informações relevantes para tomada de decisão pelo formato, pela cor e, até mesmo, pela posição dos candles, ou seja, o padrão dos candles é fundamental para decidir o momento de entrada e saída de operações.

Não é possível iniciar como trader sem conhecer a dinâmica dos candles, já que eles são fundamentais para tomar decisões de entrada e de saída das operações. Pode- se citar como exemplo, os candles de reversão.

Esses candles podem indicar tanto reversão altista que indica compra, quanto reversão baixista que indica venda. Esse é o caso dos candle “bebê abandonado de alta” e “bebê abandonado de baixa”, respectivamente.

Deve-se levar em conta ainda na análise dos candles de reversão, o nível de confiabilidade dos mesmos, já que eles são divididos em três níveis de confiabilidade: alto, médio e baixo.

Existem inúmeros tipos de candles, cada um indicando algo, que pode ser reversão ou continuidade na tendência, e compreender cada um é de suma importância para quem quer ser um investidor “casca grossa” no mercado.

Média Móvel

Criado por Larry Williams, esse setup é um dos mais utilizados e hoje já possui inclusive algumas variações. A média móvel pode ser do tipo simples ou do tipo exponencial. A simples, é formada por meio do cálculo do preço médio de um ativo ao longo de certo número de períodos. Por exemplo, uma média móvel de 7 dias, é a soma do preço de fechamento do ativo dos últimos 7 dias dividido por 7.

O preço de fechamento é o mais utilizado pelos investidores, mas também é possível utilizar preço de abertura entre outras variáveis, dependendo do tipo de informação que se quer obter.
A grande diferença entre a média móvel simples e a exponencial é o fato da primeira dar a mesma importância para os preços considerados no período, enquanto que a segunda confere maior importância aos preços mais recentes, sem deixar de considerar todo o período também.

Como as médias móveis levam em conta os preços de períodos passados, elas não identificam com rapidez as reversões de tendências. Por isso, elas são caracterizadas como “indicadores seguidores de tendência”. Mas isso não diminui a importância delas, pelo contrário, conhecer os indicadores de reversão de tendência é tão importante quanto os seguidores de tendência.

Inside Bar

Esse setup pode ser tanto de continuidade quanto de reversão de tendência, porém, é mais caracterizado e utilizado como de continuidade. É um indicador que às vezes é confundido com o candle “harami”. Na verdade, todo harami é um inside bar, mas nem todo inside bar é um harami.

Isso porque o harami é caracterizado quando um segundo candle está aninhado dentro do range do candle anterior, sendo que esse segundo deve ser o oposto do antecedente. Por exemplo, se o antecedente for um candle de baixa, o candle aninhado dentro dele deverá ser de alta para configurar um harami.

Já no inside bar, não há essa obrigatoriedade, sendo que o candle aninhado pode ser tanto oposto ao antecedente quanto de mesma natureza.

O inside bar é um setup muito utilizado no day trade. Isso porque ele mostra locais especiais de entrada nas operações e, com isso, ele permite que o stop loss seja colocado de forma mais ajustada, permitindo uma maior possibilidade de retorno, já que a taxa de risco/retorno pode ser definida em um patamar mais alto.

Um detalhe importante é que não há certo ou errado quanto ao momento da entrada, levando em consideração o inside bar. Alguns traders entram no momento da confirmação do inside bar, ou seja, quando surge um candle dentro do range do anterior. Outros preferem esperar até que um candle rompa a máxima do candle mãe. Isso está relacionado ao grau de confirmação e não há certo e errado.

O importante mesmo é que não haja entrada baseada apenas no setup, mas que todo o contexto do mercado daquele ativo seja levado em consideração para que uma confirmação maior de tendência, seja ela de reversão ou de continuidade, seja alcançada.