E aí, galera. Lembram daquele puta plano do Adam Back (o lendário dev early do Bitcoin e CEO da Blockstream) de abrir uma empresa chamada BSTR via SPAC com a Cantor Fitzgerald, só pra comprar e segurar Bitcoin igual uma holding de BTC?
Então, morreu. Ou melhor, deu replay.
A Cantor Equity Partners I e a BSTR Holdings soltaram um comunicado hoje dizendo que tão pulando fora do acordo original que assinaram ano passado. Motivo oficial? “Condições atuais de mercado”. Tradutor: ninguém quis botar dinheiro nessa brincadeira, e o mercado tá uma inhaca pra SPAC (já era moda em 2021, pessoal).
Os detalhes da treta:
O negócio original da fusão foi pro saco. Eles VÃO renegociar novos termos (se é que vão, né? “amended terms” é o famoso vamos ver no que dá).
O financiamento privado que tava atrelado ao acordo original também foi de base. Tchau, dinheiro fácil.
A reunião de acionistas que tava marcada para 10 de julho? Adiada indefinidamente. Ou seja, vai ficar pro Vinheteiro tocar.
Os pedidos de resgate (redemption) dos investidores da SPAC que já tinham pedido pra sair do barco foram cancelados e as ações devolvidas para os caras. Basicamente: “Vocês queriam sair? Não, vocês não vão sair AGORA, ficam com as ações aí e esperem a gente se entender”.
Detalhe importante: a Bloomberg já tinha noticiado que a Cantor tinha permitido que alguns investidores reduzissem seus compromissos de grana na financiamento privado antes da votação. Ou seja, o negócio já tava mancando feio e os espertos já tavam pulando fora.
O plano do Back era levantar capital via essa SPAC pra comprar Bitcoin no balanço. Mas, sinceramente, pra que criar uma holding de BTC via SPAC se o próprio ETF de Bitcoin já existe e é mais simples? ![]()
Alguém aí acreditava nessa fusão ou já via que ia dar zebra desde o começo? Comentem aí!