Análise da BCA Research: Bitcoin deve voltar a focar em fatores macroeconômicos após liquidação especulativa

Pessoal, vi um relatório bem interessante da BCA Research que destrava o que rolou com a queda brusca do BTC no começo de dezembro e pra onde a coisa pode ir. O resumo da ópera é: foi mais um “banho de água fria” na especulação excessiva do que uma mudança nos fundamentos.

Aqui os pontos-chave que eles levantam:

O estrago foi localizado: A queda de 10% e a rápida recuperação acima de US$ 90k foram causadas por uma tempestade perfeita de fatores micro, não por uma mudança macro. Eles citam:

Reposicionamento de estratégias quantitativas.

O rebaixamento do Tether pela S&P Global.

O sinal da MicroStrategy de que poderia vender BTC.

A renovada pressão da repressão chinesa.

Sentimento foi limpo rápido (e forte):

US$ 19 bilhões em liquidações de posições longas só em outubro.

Índice “Medo e Ganância” caiu para níveis do inverno cripto de 2022.

% do supply em lucro caiu para 65% (menor desde final de 2023).

Agora, a tese macro volta ao comando: Com a alavancagem excessiva purgada, o BTC pode “reancorar aos drivers macro”. Eles destacam:

Demanda institucional continuando (Vanguard permitindo alocação, Bank of America recomendando 1-4% para clientes de wealth management).

Fluxos de ETFs voltaram a ficar positivos.

BTC segue como “ativo de seguro da riqueza global”, assim como ouro/prata.

Recomendação: A BCA elevou Bitcoin para overweight em 1º de dezembro. Veem qualquer movimento abaixo de US$ 90k como ponto de entrada atraente para o longo prazo. Também acham que a subperformance recente do BTC vs. Ouro está exagerada e pode reverter.

Conclusão deles: “Com o excesso de especulação agora eliminado e o caso estrutural de alta inalterado, os níveis atuais estão se tornando atraentes novamente.”

E aí, o que vocês acham? O pior já passou e é hora de acumular, ou ainda tem chão pra cair? O relatório é muito “hopium” ou faz sentido?

Isso confirma o que sempre falo: notícia pontual não derruba mercado em tendência de longo prazo. Quem segurou (ou comprou o dip) deve se dar bem. A parte dos ETFs voltando a ter influxo positivo é o dado mais importante, na minha opinião.

“Ativo de seguro” kkkk. Desce 10% em um dia, sobe 15% no outro. Meu seguro de carro é mais estável. Brincadeiras à parte, se os influxos institucionais continuarem, a pressão compradora é real. Vou segurar minhas posições.

Análise interessante, mas tomem cuidado com viés de confirmação. O fato de estarem citando “ruptura de suporte técnico” como risco curto prazo é relevante. O mercado ainda está buscando um piso. Não alavanquem.