Olhando apenas para os gráficos dos últimos dias, dá um alívio. O BTC subiu mais de 7% desde a queda abaixo dos US$ 90k na semana passada e conseguiu retomar a média móvel de 50 dias pela primeira vez desde o pico de outubro.
Mas segura aí o FOMO. O analista Rob Ginsberg, da Wolfe Research, fez um balde de água fria técnica. O resumo da ópera dele é:
A recuperação é um “bom sinal” para o momentum de curto prazo.
O rally pode se estender até o próximo grande teste: a média de 200 dias, lá pelos US$ 105.000. Provavelmente é ali que o movimento perde o fôlego.
Isso é um bounce (rebote técnico), NÃO o início de um novo bull market.
O BTC já está em condições de sobrecompra pela primeira vez desde outubro, e a ação do mercado não sugere que investidores estão com fome de risco.
“Embora este bounce possa persistir por mais uma semana, não acreditamos que o espaço voltou às corridas” - frase direta do analista.
Outro ponto: o BTC está underperformando contra as altcoins em 2026, que tiveram rebounds mais fortes. O momentum relativo só agora começa a mudar.
Ou seja: respirem, mas não comemorem ainda. A estrada para recuperar os máximos pode ser longa e cheia de correções.