Arábia Saudita levou ataque em oleoduto, mas petróleo no Mar Vermelho segue firme e forte

Fala, meus conspiradores de plantão. Aconteceu o seguinte: na quarta-feira, logo depois de declararem cessar-fogo na guerra do Irã (sim, aquela mesma), um drone atacou um oleoduto da Arábia Saudita.

O negócio tem 1.200 km de extensão, liga os campos de petróleo no leste do país até a costa do Mar Vermelho, no oeste. O ataque acertou uma das 11 estações de bombeamento e reduziu a vazão em 700 mil barris por dia.

Mas calma: as exportações pelos terminais de Yanbu ainda não foram afetadas. Por quê? Porque o petróleo leva vários dias pra atravessar o duto. Então o impacto ainda não chegou no bolso.

Os sauditas podem simplesmente desviar petróleo que iria pra refinarias locais, usinas e dessalinizadoras – tudo abastecido pelo mesmo oleoduto – e continuar exportando numa boa.

Capacidade máxima do pipeline: 7 milhões de barris/dia. Sendo que 2 milhões já são consumidos internamente, sobrando 5 milhões pra exportação. Ou seja, ainda tem margem de manobra.

Resumo: ataque aconteceu, mas por enquanto o fluxo de petróleo no Mar Vermelho tá estável. O mundo não vai parar por causa disso… dessa vez.

“Ataque aconteceu horas depois do cessar-fogo” – isso é tão “coincidência” quanto eu esquecer o cartão em casa quando a conta chega. Irã mandou um recado bonitinho.

700 mil barris/dia a menos na tubulação, mas eles compensam tirando do consumo interno. Ou seja: o povo saudita que se vire com menos água doce e energia. Enquanto isso, o petróleo exportado continua fluindo. Capitalismo nível hard.

Alguém ainda duvida que o preço do petróleo é 100% manipulado? Ataque de drone, redução de vazão, e o barril nem tremeu. Isso é porque os estoques estratégicos tão cheios. Mas se fosse na Ucrânia…