Fala, galera. Enquanto a gente discute se o litro da gasolina vai subir de novo, a Saudi Aramco acabou de soltar o balanço do primeiro trimestre: **lucro de US32,5bilhoes∗∗–2532,5bilhoes∗∗–25 30,95 bi).
A receita total foi de US$ 115,49 bilhões, quase 7% a mais, puxada por preços e volumes maiores de petróleo bruto, refinados e produtos químicos.
O motivo? Estreito de Ormuz. Com as tensões entre EUA, Irã e Israel, os iranianos resolveram bloquear a passagem – aquilo que antes carregava 1/5 do petróleo mundial. O resultado: a Aramco botou o oleoduto Leste-Oeste dela pra trabalhar no talo.
Capacidade máxima: 7 milhões de barris por dia. Desses, 2 milhões vão pras refinarias da costa oeste da Arábia Saudita (Yanbu), e 5 milhões vão direto pra exportação. Basicamente, um desvio gigante pra contornar o bloqueio.
O CEO Amin Nasser falou bonito: “Fornecimento confiável de energia é crítico”. E o pipeline provou que é uma artéria vital pra evitar um choque global.
Só um detalhe: durante a guerra, a Arábia Saudita cortou 2 milhões bpd da produção por causa do bloqueio. O pipeline transporta principalmente petróleo leve e extra-leve. As versões mais pesadas ficaram de fora.
Resumo da ópera: guerra, bloqueio, pipeline no limite = lucro recorde pra petroleira estatal. Enquanto isso, o consumidor paga a conta. Nada de novo sob o sol.
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