Bolsonaro chama ação no Facebook de suspender assessoria de 'perseguição' de contas

O presidente de direita do Brasil, Jair Bolsonaro, criticou o Facebook na quinta-feira por suspender as contas de seus apoiadores, mas não de seus oponentes de esquerda no que ele chamou de “perseguição” injustificada, acrescentando que não foram encontrados comentários de ódio em sua conta.

O Facebook suspendeu na quarta-feira uma rede de contas de mídia social que, segundo ele, foram usadas para espalhar mensagens políticas divisivas online por assessores de Bolsonaro e dois de seus filhos.

Nathaniel Gleicher, chefe da política de segurança cibernética do Facebook, disse que as contas foram removidas por usar personas falsas e outros tipos de “comportamento inautêntico coordenado” que violam as regras da empresa.

Ele disse que não há evidências de que os próprios políticos tenham operado as contas.

Bolsonaro disse que “o que está acontecendo é lamentável” e um risco para a “liberdade de imprensa”.

As alegações do Facebook aumentam a crescente crise política no Brasil, onde os filhos e apoiadores de Bolsonaro foram acusados ​​de realizar uma campanha coordenada online para manchar os oponentes do presidente.

As acusações levaram a uma investigação do Congresso e uma investigação da Suprema Corte sobre os chamados “ataques de notícias falsas” ao judiciário do país, que levaram a ataques policiais em maio nas casas e escritórios dos aliados de Bolsonaro.

Bolsonaro apareceu sozinho em sua transmissão ao vivo semanal no Facebook desde que testou positivo para o COVID-19. Tossiu várias vezes, mas parecia saudável.

Sua assessoria de imprensa disse na quinta-feira que o presidente “está se saindo bem, sem complicações”.

Trata-se de fake news, logo não deve ser encarado como perseguição. Mais ainda, se há alguma ligação entre o executivo e os propagadores dessas falsas ideias, assim como de hashtags atacando o Supremo e o Congresso, essas contas devem ser fechadas. Existem diversas pesquisas, da UFRJ e do professor Dr. David Nemer, que atua em uma universidade americana, sobre o espalhamento desse tipo de conteúdo recentemente.