Fala, pessoal. A novela comercial entre Brasil e EUA acabou de ganhar um novo capítulo. O governo brasileiro abriu oficialmente um processo que pode resultar em medidas de retaliação contra os americanos por causa das tarifas que eles meteram nos nossos produtos.
Pra contexto: os EUA anunciaram no mês passado uma tarifa de 25% sobre alguns produtos brasileiros, alegando “práticas comerciais desleais”. Além disso, meteram 12,5% em produtos de dezenas de países, incluindo o Brasil, sob a acusação de que a gente não fiscaliza direito o trabalho forçado. Sim, isso mesmo.
O governo brasileiro respondeu com aquele clássico “vamos processar” e ativou a tal da Lei da Reciprocidade. Basicamente, a lei permite que o Brasil tome medidas retaliatórias que vão além de só aumentar tarifas de importação – o que, segundo fontes, pode bagunçar cadeias produtivas ou até alimentar a inflação aqui dentro.
E não para por aí. Segundo fontes da Reuters, o governo tá avaliando opções como:
Restringir empresas de áudio e vídeo americanas (olha aí, Netflix, Disney+, Amazon Prime…)
Suspender patentes farmacêuticas e agrícolas dos EUA
Ou seja, tão mirando onde dói: no bolso das gigantes americanas e no setor mais lucrativo deles, que é o de propriedade intelectual.
O governo chamou as tarifas dos EUA de “injustificadas e arbitrárias” e disse que vai continuar defendendo a posição do Brasil em todos os fóruns apropriados. Enquanto isso, as relações diplomáticas entre os dois países já não andam lá essas coisas.
Resumo:
EUA meteu tarifa de 25% e 12,5% em produtos brasileiros;
Brasil abriu processo de reciprocidade;
Pode retaliar com medidas não-tarifárias, tipo suspender patentes e restringir streaming;
Lula já tinha prometido agir quando as tarifas foram anunciadas.
A pergunta que fica: isso é bravata diplomática ou vai virar uma guerra comercial de verdade? E o mais importante: quanto vai custar pro bolso do consumidor brasileiro?
Aguardem os próximos capítulos dessa novela.