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BRICS: No assunto Venezuela o Brasil discorda de China e Russia

O mais notável talvez seja o desejo de evitar o confronto com a Venezuela, um ponto-chave sobre o qual o Brasil discorda da Rússia e da China. Será discutido, embora não publicamente.“A Venezuela não está fora da mesa, mas não será mencionada na declaração conjunta”, afirmou um diplomata de uma nação do BRICS, pedindo para não ser identificado devido à sensibilidade do assunto.

A renúncia do presidente boliviano Evo Morales no domingo trouxe outra divisão dentro do BRICS, pois o Brasil congratulou-se com sua partida como abrir caminho para eleições justas, e a Rússia chamou de golpe. Na semana passada, diplomatas do Ministério das Relações Exteriores do Brasil definiram a agenda do BRICS, incluindo a cooperação no combate a campanhas violentas e corrupção.

O principal objetivo, no entanto, será conseguir que o Novo Banco de Desenvolvimento do grupo empreste mais infraestrutura e outros projetos para impulsionar o crescimento. Criado em 2014, o banco levou um tempo para avançar, levando à impaciência entre os países membros.

Embora agora tenha aprovado projetos avaliados em US $ 12 bilhões não negligenciáveis, é necessário que o BRICS vá além dos discursos e acelere as ações no financiamento do desenvolvimento, disseram diplomatas. Espera-se que executivos do banco, líderes empresariais e autoridades discutam uma expansão do banco para incluir novos membros.