Sábado de relativa calma: Bitcoin voltou a respirar acima dos US$ 70 mil depois de ter batido mais de US$ 71 mil na sessão anterior. Mas a real é que a semana tá fechando no vermelho, interrompendo uma sequência de duas semanas de alta. O motivo? O apetite a risco tomou porrada nos últimos dias.
Curioso que, nas duas primeiras semanas do conflito no Oriente Médio, o BTC até que ignorou os acontecimentos. Mas aí o petróleo disparou e o cenário macro pesou: bancos centrais soltaram aquele discurso de “juros altos por mais tempo”, e o mercado cripto entrou no baque junto com o resto dos ativos de risco.
No momento, o Bitcoin recua 0,59% a US$ 70.622, mas durante a quinta-feira chegou a flertar com os US$ 68,8 mil.
O pessoal da Nexo Dispatch, através do analista Iliya Kalchev, soltou um comentário cirúrgico:
“O nível de US$ 70 mil continua sendo o que importa. Se segurar firme, abre espaço pra um trade de estabilização e alivia a pressão nas alavancagens. Se perder, o próximo suporte tá logo ali.”
Ele também trouxe dados de on-chain da VanEck (ChainCheck de meados de março):
A venda dos holders de longo prazo desacelerou em todas as faixas etárias da moeda. Ou seja, o pessoal mais experiente tá distribuindo menos, não mais.
Mas os mineradores são o elo frágil.
A atividade on-chain tá fraca: volume de transferências caiu 31% e taxas caíram 27%.
O motivo? O trading migrou para derivativos e ETFs. Isso muda a estrutura: agora o preço responde mais a fluxos macro do que à demanda nativa da rede.
Resumo da ópera: mercado numa encruzilhada. 70k é a linha na areia