Fala, tropa. Hoje quem tá na mira é a Alphabet, dona do Google. O CADE (nosso querido órgão antitruste) aprovou uma investigação mais profunda sobre como a empresa usa conteúdo de jornalismo nos resultados de busca.
Resumo da ópera: o chefe interino do CADE, Diogo Thomson de Andrade, mandou o processo voltar pra superintendência geral pra virar um procedimento administrativo formal. Por quê? Porque desde 2019 (quando o caso começou), o comportamento do Google mudou – e não pra melhor.
O contexto (pra quem chegou atrasado):
Em 2019, o CADE resolveu olhar o mercado de buscas e notícias.
O foco era a coleta automática de conteúdo jornalístico e como o Google exibia isso nos resultados.
A superintendência geral tinha recomendado arquivar o caso por falta de prova. Mas agora…
As novidades:
O Google meteu features de IA generativa que resumem informação direto na busca. Ou seja, vc nem precisa mais clicar no site do jornal.
Os jornais ficaram dependentes estruturalmente do tráfego que vem do Google. É tipo o camelô que só vende se o dono da calçada deixar.
O Diogo apontou que isso pode ser abuso EXPLORATÓRIO: o Google extrai valor do conteúdo dos outros sem pagar proporcionalmente.
O Google respondeu: “CADE viajou, misunderstanding total, vocês não entenderam como nossos produtos funcionam”. E disse que vai continuar… bem, a nota cortou mas provavelmente “vai continuar contestando judicialmente” ou “vai chorar no STF”.
Aguardemos os próximos capítulos. Alguém aposta quanto tempo até o Google soltar um “isso é regulamentação excessiva, estamos pensando em sair do Brasil”? ![]()