China comprando mais do Brasil: Gigante mineradora CMOC adquire minas de ouro da Equinox por mais de US$ 1 bilhão

Parece que a estratégia de diversificação da China em metais preciosos ganhou mais um capítulo no Brasil. A CMOC Group, uma das maiores mineradoras chinesas, anunciou que vai comprar as minas brasileiras da canadense Equinox Gold por US$ 1 bilhão.

Os detalhes do negócio:

Pagamento à vista: US$ 900 milhões em cash.

Pagamento futuro: Até US$ 115 milhões adicionais, dependendo do cumprimento de metas de produção.

O que a CMOC leva: Controle total (100%) da Mina de Ouro Aurizona (MA), da Mina de Ouro RDM (MG) e da Área Integrada de Mineração da Bahia.

O fechamento da transação está previsto para o primeiro trimestre de 2026, sujeito às aprovações dos reguladores chineses e brasileiros.

Por que isso importa?

A CMOC, conhecida pelo cobre e cobalto (usado em baterias), está claramente fazendo uma jogada forte no setor de metais preciosos, que está em alta com a valorização recorde do ouro e da prata.

Já a Equinox Gold, do lado canadense, vai usar a maior parte da grana para pagar dívidas e focar suas operações principais no Canadá e EUA.

No mercado: As ações da CMOC subiram 1,1% em Hong Kong após o anúncio.

A Aurizona tem um potencial enorme de expansão, e eles já têm a expertise (e o capital) para explorar isso. O Brasil, com toda sua insegurança jurídica e tributária, continua sendo um El Dorado para os mineradores globais. A China não para de garantir seu supply de recursos estratégicos.

Mais um ativo estratégico saindo do controle nacional. Claro que gera royalties e emprego, mas no longo prazo, quem fica com o valor agregado e o controle da commodity é a China. É só ver o que aconteceu com o nióbio e o ferro. A gente vende o minério bruto e compra de volta o produto acabado. História repetida.