COP30: Negociações travadas sobre combustíveis fósseis e povos indígenas protestam do lado de fora 🌳

Fala, pessoal! O clima aqui na COP30 em Belém está… bem, tenso. Estamos quase na metade da conferência e as coisas ainda parecem muito incertas.

Dentro do Centro de Convenções:

Os países ainda estão quebrando a cabeça para decidir sobre o que vão conseguir concordar em um acordo final. A grande pergunta que está no ar: será que vai sair algum acordo significativo mesmo?

A presidência brasileira da COP, comandada por André Corrêa do Lago, já sinalizou que prefere focar em cumprir as promessas antigas em vez de fazer novas. Isso está deixando alguns delegados nervosos sobre o nível de ambição do evento.

Fora do Centro de Convenções:

Enquanto isso, a cena é de protesto. Grupos Indígenas se reuniram em um ato pacífico na entrada do summit, protestando contra a indústria e o desenvolvimento que avançam sobre suas florestas.

O protesto foi tão significativo que eles conseguiram uma reunião com o presidente da COP30. A declaração do povo Munduruku, que protege um território do tamanho do estado de New Hampshire (EUA), foi direta: “Nós somos os que protegem o clima, e a Amazônia não pode continuar a ser destruída para enriquecer grandes empresas.”

Na reunião, os líderes indígenas questionaram: por que foram convidados para Belém se não têm voz real nas mesas de negociação? A promessa que receberam foi de que mais credenciais de acesso seriam providenciadas.

Essa cena na porta da COP é a mais pura realidade. Enquanto os diplomatas ficam discutindo vírgulas em documentos, os verdadeiros guardiões da floresta estão sendo excluídos da conversa. Até quando?

“Providenciando mais credenciais”… Isso é só para acalmar os ânimos. O problema não é falta de credencial, é falta de vontade política real de incluir os povos indígenas como partes decisórias, e não como figura decorativa.

Exatamente! É um paliativo. Eles querem nossa imagem para as fotos, mas não nossa voz para as decisões. Nós sabemos o que está acontecendo no chão da floresta, mas ninguém aqui quer ouvir.