Mais um capítulo da novela turca. A oposição por lá está em frangalhos. O Partido Republicano do Povo (CHP), principal força contra o Erdogan, está dividido em dois: o líder deposto Ozgur Ozel (eleito em 2023) e o líder que voltou por decisão judicial Kemal Kilicdaroglu (mesmo cara que perdeu as eleições presidenciais pra Erdogan em 2023).
O que aconteceu? Um tribunal turco anulou o congresso de 2023 que elegeu o Ozel, alegando irregularidades (suspeita de motivação política, claro). E devolveu o cargo pro Kilicdaroglu – que é tão divisivo que muita gente prefere até o Erdogan a ele.
Duelo de reuniões: Ozel falou pros deputados hoje: “Não é hora de desistir, é hora de resistir”. A galera aplaudiu. Enquanto isso, Kilicdaroglu convocou uma reunião paralela e disse que vai “limpar o partido da sujeira”. Cada um puxando a sardinha pro seu lado.
O problema maior: Essa crise bagunçou os mercados e acendeu alerta sobre democracia e estado de direito na Turquia. E o Erdogan (no poder desde 2002) tá só observando. As próximas eleições estão marcadas pra 2028, mas analistas já dizem que o governo pode antecipar o pleito pra aproveitar a oposição desunida.
Pra piorar, o popular prefeito de Ancara, Mansur Yavas (que seria um forte candidato da oposição), pediu “bom senso” – ou seja, também não está totalmente ao lado de nenhum dos dois.
Resumo da ópera: oposição turca fazendo o trabalho sujo pro Erdogan. E o brasileiro achando que só aqui a política é um circo.
Compartilhem aí: vocês acham que a oposição se une ou se enterra de vez?