Fala, pessoal! Notícia de peso no setor de mineração e geopolítica. ![]()
A USA Rare Earth (USAR) acabou de anunciar a finalização de uma capitalização de US$ 1,55 bilhão em um SPV (veículo de propósito específico) que vai comprar 100% da produção da Fase 1 do Serra Verde Group – que, como vocês sabem, é brasileiro, de Goiás. ![]()
O mais bizarro? O Departamento de Defesa dos EUA (antigo Departamento de Guerra) investiu US$ 750 milhões — valor muito acima dos US$ 500 milhões previstos inicialmente.Além disso, firmaram um contrato de compra antecipada de US$ 300 milhões em produtos de terras raras ao longo de 5 anos. Ou seja, os caras estão claramente se preparando para depender menos da China.
Mais detalhes do rolo:
Um banco institucional Tier-1 (não revelado) já deu sinal verde pra uma linha de crédito rotativo de US$ 500 milhões pra financiar o SPV.
Isso é parte do acordo definitivo de aquisição da Serra Verde pela USAR, assinado em abril.
A assembleia de acionistas da USAR vai rolar no dia 28 de agosto, e se tudo der certo, a transação fecha logo depois.
E qual a treta estratégica aqui?
A Mina Pela Ema, em Goiás, é descrita como a única mina de terras raras de argila iônica em produção comercial fora da Ásia. Isso é um negócio GIGANTE. Porque hoje a China domina esse mercado e pode usar isso como arma geopolítica – inclusive já ameaçou restringir exportações várias vezes.
Se a USAR comprar a Serra Verde, o grupo vai operar nos EUA, Reino Unido e Brasil – o que cria uma espécie de “triângulo da resiliência” no setor de minérios críticos.
O Chairman da USAR, Michael Blitzer, já soltou aquele discurso padrão de “parceria estratégica e cadeia de suprimentos segura”. Mas no fundo, todo mundo sabe: é China vs EUA, e o Brasil tá vendendo o ingresso. ![]()
E aí, vocês acham que o Brasil deveria se alinhar mais com os EUA nessa corrida ou segurar os minerais como barganha? Bora debater! ![]()