Galera, o dólar deu uma aliviada hoje (terça) porque os mercados resolveram respirar um pouco com a notícia de que a guerra entre EUA/Israel e Irã pode não se arrastar tanto quanto o pânico inicial sugeria.
O índice DXY, que mede a força do verdão contra umas seis moedas importantes (iene, euro, etc), caiu 0,59% e foi pra 99,96. Só que calma: mesmo com essa queda, o dólar ainda vai fechar março com ganho de mais de 2%, o melhor mês desde julho, e um primeiro trimestre positivo em 1,7%.
E por que o dólar está tão forte no trimestre? Dois motivos principais: primeiro, ele virou o porto seguro padrão desde que o conflito começou lá pra fevereiro. Segundo, os EUA são exportadores de energia, então tão mais protegidos de uma eventual disparada do petróleo do que outros países.
O que fez o dólar cair hoje foi uma notícia do Wall Street Journal: segundo assessores, o Trump sinalizou que topa encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz continue fechado por enquanto, sem um plano claro pra reabrir depois. O mercado interpretou como um sinal de que o fim do conflito pode estar mais perto.
Mas, porque nada é simples, o Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, apareceu hoje dizendo que os próximos dias serão “decisivos” na guerra contra o Irã e avisou que se os iranianos não fecharem um acordo, a coisa vai escalar.
Resumo: Dólar caiu no curto prazo pela esperança, mas o cenário ainda é de incerteza. Se o conflito voltar a esquentar, o porto seguro volta com força.