O dólar deu uma aliviada hoje (-0,2%, pra 97,72 no índice DXY) depois que a Suprema Corte dos EUA bateu o martelo e derrubou as tarifas generalizadas que o Trump tinha imposto. A corte decidiu (6x3) que o Trump não tinha autoridade pra usar a lei de poderes de emergência (IEEPA) pra sair taxando geral.
Mas calma, não é tão simples:
Apesar da queda no dia, o dólar ainda vai fechar a semana com alta de 1% — a melhor desde novembro.
Isso porque o Fed continua com postura hawkish (juros altos por mais tempo) e as tensões com o Irã tão lá em cima.
O Trump já reagiu: chamou a decisão de “profundamente decepcionante” e “uma vergonha pra nação”, insinuou que a corte foi “influenciada por interesses estrangeiros” e disse que as tarifas vão continuar vigentes sob outros estatutos (enquanto anuncia uma nova taxa global de 10%).
Impacto real:
Um analista da LPL Financial resumiu: a remoção das tarifas tira um atrito da economia real. Elas aumentavam custos, apertavam margens e pesavam no crescimento — o que, no fim, acabava beneficiando os títulos do Tesouro (Treasuries). Agora, sem elas, a coisa pode fluir mais solta.
Ou seja: mercado tentando entender se isso é alívio temporário ou se o Trump vai arrumar outra canetada pra taxar geral de novo. E o dólar segue forte por causa dos juros americanos.
Alguém arrisca palpite pra segunda? ![]()