Dólar canadense sobe enquanto o dólar americano recua de máxima de 18 meses

Fala, galera. Mais um dia de dólar canadense fazendo o que ele faz de melhor: sendo arrastado por forças que não têm nada a ver com o Canadá.

Os números:

USD/CAD caiu 0,16% pra C$1,4258

Abriu em C$1,4280

Oscilou entre C$1,4256 e C$1,4283

Traduzindo: o loonie (dólar canadense) tá levemente mais forte

O que tá rolando:

O dólar americano recuou de uma máxima de 18 meses. Isso ajudou o loonie, porque quando o greenback enfraquece, moedas como o CAD tendem a se valorizar por tabela.

Mas tem um detalhe importante: o petróleo caiu. E como o Canadá é um grande exportador de energia, petróleo mais baixo pressiona o loonie. Ou seja, temos duas forças opostas:

Dólar americano mais fraco → altista pro CAD

Petróleo mais baixo → baixista pro CAD

No fim, o dólar americano mais fraco ganhou a queda de braço, mas por pouco. É o famoso “empate com sabor de vitória”.

O que o mercado tá precificando:

Os traders aumentaram a probabilidade de o Fed manter os juros estáveis na reunião de outubro pra 80%, contra 51% um mês atrás, segundo o CME FedWatch. Ou seja, o mercado tá cada vez mais convencido de que o Fed não mexe nos juros tão cedo.

O que vem por aí:

Quarta-feira: dado de inflação dos EUA. Se vier quente, o dólar sobe e o CAD apanha. Se vier frio, o CAD respira

Petróleo: continua sendo o fator mais importante pro loonie no curto prazo

Diferencial de juros entre Canadá e EUA: o balanço entre política monetária dos dois países vai definir o rumo do câmbio

O loonie é a moeda mais injustiçada do mundo. Sobe quando o dólar cai, cai quando o petróleo cai, e ninguém nunca olha pro Canadá de verdade.

É tipo aquele amigo que só é lembrado quando precisa de favor. “Ah, o CAD? Sim, ele existe, mas depende do petróleo e do Fed.” Ninguém liga pro que o Banco do Canadá pensa.

1,25 foi em 2021, contexto totalmente diferente. Juros baixos, petróleo em alta, dólar fraco. Hoje é o oposto. Comparar os dois é exercício de nostalgia, não de análise.

Justo. Mas a nostalgia dói mesmo assim. Quem importa dos EUA que o diga.