Dólar firme aguardando enxurrada de dados; libra desaba com desemprego batendo recorde em 5 anos

Fala, galera. O dólar tá firme hoje enquanto o mercado volta de feriado (segundona sem os velhos) e se prepara pra uma semana cheia de dados macro. A libra e o dólar canadense tão no foco depois dos números ruins.

O cenário:

Dólar Index (DXY): Subiu 0,3% pra 97,24. Mais um dia, mais um gainzinho pro greenback. ING falou que “o dólar estava subvalorizado no curto prazo” e por isso qualquer dia calmo já vira oportunidade pra compra. Tradução: tão comprando dólar na falta de coisa melhor.

Libra (GBP): Sofrendo. Dados de quits rate (pedidos de demissão) bateram o maior nível em 5 anos. Pessoal saindo dos empregos, mercado de trabalho esquentando (ou esfriando, depende do ângulo). BOE deve ficar de olho.

Dólar canadense (CAD): Também no radar, mas sem detalhe específico no texto.

O que esperar:

Amanhã sai a ata do Fed (reunião de janeiro). Lembrando que lá eles mantiveram juros e falaram que risco pra inflação e mercado de trabalho ainda existe. Desde então, payroll e CPI vieram misturados - nada conclusivo.

Hoje tem ADP payrolls (dados de emprego) e Empire Manufacturing (índice industrial de NY). Expectativa é que o Empire caia pros 6 e poucos. Nada empolgante.

Resumo: dólar segurando, libra na lona, todo mundo esperando a ata pra ver se o Fed vai continuar firme ou dar alguma pista de corte.

Alguém tá operando câmbio essa semana ou só esperando os dados pra entrar?

Libra tomando pau porque o britânico finalmente percebeu que trabalhar 60h por semana pra ganhar 2k libras e pagar 80% de imposto não vale a pena. Quits rate nas alturas é sinal de “tô fora dessa ilha”.

DXY subindo 0.3% num dia de liquidez meia bomba. Isso é movimento técnico ou já tão precificando ata hawkish amanhã? Se vier mais dura que o esperado, 98 é logo ali.

Ata do Fed" é sempre a mesma coisa: “vamos depender dos dados”. Ou seja, não vão falar nada de novo. Mercado vai ler, interpretar do jeito que quiser, e seguir operando. O importante é o tom. Se vier com “progresso na inflação”, é alta. Se vier com “ainda preocupados”, é dólar forte.