Sextou e o dólar resolvou dar mais um salto, chegando perto da máxima de seis semanas. O motivo? Ninguém sabe se a treta no Oriente Médio vai ter um fim tão cedo, e o mercado já tá colocando na conta se o Federal Reserve vai ter que aumentar os juros caso a inflação continue acelerando.
De acordo com a mídia iraniana, o chanceler do Irã se reuniu com o ministro do Interior do Paquistão pra discutir propostas que possam encerrar o conflito entre EUA e Israel. Spoiler: as divergências continuam gigantes, principalmente por causa do estoque de urânio do Irã e do controle do Estreito de Hormuz – aquele ponto estratégico por onde passa muito do petróleo que abastece o mundo.
Noel Dixon, da State Street Global Advisors, mandou a real: “a questão chave, obviamente, é se o Fed vai segurar ou não os juros”. Até agora, os indicadores de inflação preferidos pelo Fed (PCE) estão relativamente contidos, o que apoia manter os juros onde estão.
MAS… ele mesmo alertou: “o risco é o Trump voltar a atacar o Irã de forma agressiva. Isso poderia gerar uma volatilidade enorme nas taxas de juros e fazer o Fed entrar em pânico – aí, meus amigos, é capaz de subirem os juros pra valer.”
E os números não mentem: contratos futuros do Fed funds mostram 54% de chance de um aumento de juros até dezembro. É praticamente um cara ou coroa.
Como resultado, o índice do dólar (DXY) subiu 0,09%, pra 99,28, e o euro caiu 0,12%, pra US$ 1,1604.
Enquanto isso, o brasileiro médio só quer saber se o dólar vai bater R$ 6,00 pra ficar mais fácil fazer as contas. ![]()