🇻🇪 EUA aceleram expansão da licença da Chevron na Venezuela e revelam que controlam vendas de petróleo venezuelano via contas no Qatar

O governo dos EUA está trabalhando “o mais rápido possível” para conceder uma licença expandida à Chevron para sua produção de petróleo na Venezuela, permitindo que a empresa compense o governo venezuelano com dinheiro, e não com petróleo bruto.

Isso permitiria à Chevron vender todo o petróleo que produz no país, tornando-se “imediatamente outro comercializador de crude”, segundo o Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, à Reuters.

Contexto crucial: Atualmente, a Chevron paga royalties e impostos ao governo da Venezuela em petróleo, o que reduz suas exportações para cerca de 50% da sua produção. Com a nova licença, ela pagaria em dinheiro e exportaria tudo.

O ponto mais explosivo: Wright confirmou que os EUA já estão vendendo petróleo venezuelano “encalhado” (até 50 milhões de barris) e depositando os recursos em contas bancárias no Qatar controladas pelo governo americano. O motivo? Burocracia, sanções e a necessidade de agir rápido. Antes, a Venezuela recebia ~US$31 por barril. Agora, os EUA vendem com um desconto menor, garantindo ~US$45. O dinheiro, por enquanto, não passa por bancos americanos.

Pergunta: Isso é uma medida pragmática para estabilizar o mercado global de energia pós-Maduro, ou é uma consolidação direta do controle americano sobre os recursos venezuelanos?

Isso é geopolítica pura e dura em ação. Os EUA, com a remoção do Maduro, estão fazendo uma intervenção direta na cadeia de energia global. Controlar a comercialização e os proceeds via Qatar é um movimento inteligente: contorna sanções contra a Rússia (que não pode comprar petróleo venezuelano), mitiga riscos legais e injeta mais óleo no mercado, pressionando os preços. A OPEC+ deve estar tendo um infarto silencioso.

Alguém me explica a conta: “Brent a US$64, menos desconto de US$15 = US$45”. Tá certo. Mas ele disse que antes a Venezuela recebia US$31 (Brent a US$60 menos US$29). Ou seja, a margem de desconto caiu pela metade. Isso significa que o petróleo venezuelano, agora gerenciado pelos EUA, vale mais no mercado. Tradução: a credibilidade do país como vendedor era negativa antes. Triste, mas é a realidade.

Reparem no detalhe: Qatar. Um aliado dos EUA, mas também um país com relações… interessantes… com todo mundo. Bancos de Qatar já foram usados para transações sensíveis no Afeganistão e com o Irã. É o centro financeiro “neutro” escolhido quando ninguém confia em ninguém. Isso mostra o nível de desconfiança até com os próprios aliados tradicionais na Europa.