O governo dos EUA está trabalhando “o mais rápido possível” para conceder uma licença expandida à Chevron para sua produção de petróleo na Venezuela, permitindo que a empresa compense o governo venezuelano com dinheiro, e não com petróleo bruto.
Isso permitiria à Chevron vender todo o petróleo que produz no país, tornando-se “imediatamente outro comercializador de crude”, segundo o Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, à Reuters.
Contexto crucial: Atualmente, a Chevron paga royalties e impostos ao governo da Venezuela em petróleo, o que reduz suas exportações para cerca de 50% da sua produção. Com a nova licença, ela pagaria em dinheiro e exportaria tudo.
O ponto mais explosivo: Wright confirmou que os EUA já estão vendendo petróleo venezuelano “encalhado” (até 50 milhões de barris) e depositando os recursos em contas bancárias no Qatar controladas pelo governo americano. O motivo? Burocracia, sanções e a necessidade de agir rápido. Antes, a Venezuela recebia ~US$31 por barril. Agora, os EUA vendem com um desconto menor, garantindo ~US$45. O dinheiro, por enquanto, não passa por bancos americanos.
Pergunta: Isso é uma medida pragmática para estabilizar o mercado global de energia pós-Maduro, ou é uma consolidação direta do controle americano sobre os recursos venezuelanos?