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EUA acusam a Huawei de roubar segredos comerciais, ajudando o Irã

Promotores dos EUA acusaram a Huawei na quinta-feira de roubar segredos comerciais e ajudar o Irã a rastrear manifestantes em sua mais recente acusação contra a empresa chinesa, intensificando a batalha dos EUA com a maior fabricante de equipamentos de telecomunicações do mundo.Na acusação, que substitui uma não selada no ano passado em um tribunal federal no Brooklyn, Nova York, a Huawei Technologies foi acusada de conspirar para roubar segredos comerciais de seis empresas de tecnologia dos EUA e violar uma lei de extorsão normalmente usada para combater o crime organizado.

Também contém novas alegações sobre o envolvimento da empresa em países sujeitos a sanções. Entre outras acusações, diz que a Huawei instalou no Irã equipamentos de vigilância usados ​​para monitorar, identificar e deter manifestantes durante as manifestações antigovernamentais de 2009 em Teerã. Os Estados Unidos tem travado uma campanha contra a Huawei, que alertou poderia espionar clientes para Pequim. Washington colocou a empresa em uma lista negra comercial no ano passado, citando preocupações de segurança nacional.

A acusação é “parte de uma tentativa de prejudicar irrevogavelmente a reputação e os negócios da Huawei por razões relacionadas à concorrência, e não à aplicação da lei”, afirmou a Huawei em comunicado. Ele chamou a acusação de extorsão de “uma reembalagem artificial de um punhado de acusações civis com quase 20 anos de idade”.A Huawei se declarou inocente da acusação anterior não proferida contra a empresa em janeiro de 2019, que a acusou de fraude bancária e eletrônica, violação de sanções contra o Irã e obstrução da justiça.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, questionado sobre as acusações durante uma reunião diária em Pequim na sexta-feira, pediu aos Estados Unidos que parem imediatamente de suprimir empresas chinesas sem motivo. Tais atos prejudicam seriamente a credibilidade e a imagem dos Estados Unidos, disse ele.

Seu diretor financeiro, Meng Wanzhou, foi preso em dezembro de 2018 no Canadá por acusações nessa acusação, causando um alvoroço na China e um calafrio nas relações canadense-chinesas. Ela disse que é inocente e está lutando contra a extradição.

O governo americano chegou até mesmo a proibir o uso de equipamentos da empresa em sua administração, pelos fortes indícios da companhia ser utilizada para espionagem pelo governo chinês.
Essa acusação terá fortes impactos em seu valor de mercado, pelos EUA serem um importante parceiro comercial. Mais ainda, caso outros países como o Reino Unido resolvam boicotar seus produtos, as perdas serão ainda maiores. A acusação contribui também para as tensões da guerra comercial entre EUA e China, que pelo jeito ainda está longe de uma resolução.