Pois é, galera. Lembram daquela trégua bonitinha que assinaram em junho depois de meses de briga? Então, foi pro ralo. Os EUA começaram uma nova leva de ataques contra as instalações militares do Irã na quarta-feira, e o motivo oficial é “limitar a capacidade do Irã de atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz”. Mas a gente sabe que o motivo de verdade é manter o fluxo do ouro negro fluindo, né?
Antes disso, os americanos já tinham reimposto um bloqueio naval nos portos iranianos e feito ataques noturnos. Óbvio que o Irã não ficou calado: a Guarda Revolucionária já ameaçou fechar “todos os outros corredores de exportação que beneficiam os EUA e aliados”. Ou seja, vai pegar fogo de vez.
No mercado, o Brent subiu 18 centavos (+0,2%) Só pra constar, na terça-feira já tínhamos fechado em alta de 2% no maior patamar em um mês. Isso porque cerca de 1/5 do petróleo e gás natural liquefeito do mundo passava por ali antes da guerra estourar.
Ah, e os ataques não param. Os EUA bombardearam dezenas de alvos perto do estreito por 7 horas seguidas. Em resposta, o Irã já meteu o louco e disse que atacou alvos militares americanos no Bahrein, Kuwait e Jordânia. Os americanos revidaram de novo ontem contra sistemas de defesa costeira e mísseis de cruzeiro. É tipo trocar tiro no escuro, mas a gente sente o estrago lá na ponta do cadeado do tanque de combustível.
Vamos ver até onde isso vai, mas se fecharem o estreito de vez, pode se preparar que o litro da gasolina vai bater recorde histórico.