Fala, sub! Vamos falar de macroeconomia e política cambial porque, aparentemente, o mundo financeiro resolveu fazer um crossover estilo Vingadores: EUA e Japão juntos numa “aliança da moeda” informal. Sim, você leu certo. ![]()
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Segundo os analistas do Citi, a intervenção coordenada recente entre os dois países não é uma união monetária estilo Euro (calma, não vamos surtar), mas sim uma coordenação de política que também pode dar um gás no programa de investimentos bilionário do Japão nos EUA — papo de US$ 550 bilhões. Isso mesmo, grana pesada.
O vice-ministro das Finanças do Japão, Atsushi Mimura, disse que essa intervenção é o ápice dessa aliança. E olha que o governo Trump já chamou o movimento de “sinal de amizade”. Amizade que vale bilhões, né? ![]()
O Citi também descartou que o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, esteja implementando o tal “Acordo Mar-a-Lago” (sim, parece nome de filme de ação, mas é sério). Porém, a venda de dólar por meio do Federal Reserve é um dos elementos que encaixam nessa história.
E por que isso tá rolando? Basicamente, os EUA tão preocupados que o iene fraco por muito tempo pode trazer de volta o fantasma da crise asiática dos anos 1990. E ninguém quer repetir aqueles dias sombrios, né? O Trump até classificou a intervenção como um “sinal de amizade”, então provavelmente Washington deu o aval.
Mas aqui vem o plot twist: a jogada também pode ser um recado disfarçado pra primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi. As políticas reflacionárias dela podem jogar o iene pra baixo de novo, e os EUA não tão afim disso. Basicamente: “Se controla aí, amiga, ou o dólar vai continuar forte e seu iene vai sofrer.” ![]()
O Citi lembrou que em 1998, os EUA se recusaram a intervir junto com o Japão quando o iene desabou. Resultado? O par USD/JPY despencou de ¥147 pra ¥108 em seis meses, depois que o colapso do Long-Term Capital Management bagunçou tudo. Ou seja, aprenderam com o erro… ou tão só jogando xadrez 4D? ![]()