Fecharam o Estreito de Ormuz? AIE diz que é a maior crise de petróleo da história

Pessoal, a Agência Internacional de Energia (AIE) soltou um alerta tenso hoje. Com o fechaço no Estreito de Ormuz, a oferta de petróleo vai despencar uns 8 milhões de barris por dia em março (tipo 8% da oferta global). A zoeira é tão grande que os países membros vão liberar 400 milhões de barris das reservas estratégicas pra tentar segurar o preço. É uma loucura.

Lembrando que não é a primeira vez que o mundo passa por um aperto desses. Vai aí um resumo da história das tretas com o petróleo:

1973–1974: O EMBARGO ÁRABE (a mãe de todas as crises)

Tudo começou com a Guerra do Yom Kippur (Egito e Síria voando na raça contra Israel). A resposta dos árabes foi usar a arma secreta: petróleo.

A OAPEC (tipo um sindicato do petróleo árabe) mandou cortar 5% da produção e depois mais 5% todo mês. O objetivo era forçar os aliados de Israel a darem um chega pra lá nos territórios ocupados desde 1967.

Documentos vazados da Casa Branca na época mostram que o Nixon tava desesperado: previram um déficit de 2–3 milhões de barris/dia só pros EUA. No total, os países embargados perderam uns 4,5 milhões de barris/dia.

O embargo durou de outubro de 73 até março de 74 pros EUA

Resultado: O preço do barril QUASE QUADRUPLICOU. Foi de $2,90 pra $11,65 em poucos meses. Os EUA tiveram que fazer racionamento de gasolina, obrigar indústria a trocar petróleo por carvão e criar um monte de lei de emergência. Foi dessa treta que nasceu a própria AIE em 74, pra servir de guarda-chuva dos países compradores.

Aqui no Brasil já tamo pagando 7 conto na gasolina e ainda vão arrumar motivo pra subir mais. Posto BR é tipo loteria, nunca sabe quanto vai pagar.

Relaxa, já já o preço do petróleo lá fora cai e aqui sobe pq “temos que manter o preço competitivo internacionalmente” ou “é culpa do etanol”. A novela é a mesma desde 73.

Engraçado que em 73 os EUA tiveram que apelar pra carvão e racionamento. Agora em 2025 a gente vê a mesma lenga-lenga: todo mundo sabe que tem que sair do petróleo, mas ninguém quer abrir mão do conforto do carro. O Oriente Médio respira e o preço do combustível aqui dispara.