E aí, galera, vocês acham que tão enfrentando trânsito? Imagina esperar 2 dias na fila pra descarregar soja no meio da Amazônia. É a realidade dos caminhoneiros em Miritituba ¶, ponto crítico de escoamento da soja brasileira.
Com uma safra recorde de 180 MILHÕES de toneladas (sim, é absurdo), a logística brasileira mostrou mais uma vez que é nosso calcanhar de Aquiles. Os terminais portuários tão entupidos e os caminhoneiros tão dormindo na estrada.
O DEPOIMENTO:
Jeferson Borges da Silva, caminhoneiro que dirigiu 1.200 km desde Mato Grosso, contou pra Reuters:
“Tá um absurdo aqui em Miritituba. Já tem fila de 30 km. Tô na linha há dois dias. Esse ano foi o pior de todos.”
Miritituba movimenta cerca de 12 milhões de toneladas de grãos por ano (soja e milho). Empresas como Cargill, Bunge e a brasileira Amaggi operam por lá, carregando soja em balsas que seguem pra navios lá em Santarém.
PROTESTO INDÍGENA COMPLICA AINDA MAIS:
Como se a fila já não bastasse, ativistas indígenas invadiram uma unidade da Cargill em Santarém esse mês. O motivo? Protestar contra o plano do governo de dragar e expandir a capacidade de navegação na bacia amazônica.
Resultado: o governo recuou e revogou o decreto que facilitava as obras. Ou seja, além da safra recorde entupindo os portos, qualquer plano de melhoria foi pro espaço.
A soja brasileira (maior parte vai pra China) agora enfrenta um gargalo duplo: filas enormes e incerteza regulatória.
Alguém aqui trabalha com logística ou exportação? Essa situação é pontual ou o Brasil já passou do ponto de saturação? O que esperar pros próximos meses?