Pois é, galera. A Spirit Airlines – aquela que todo mundo ama odiar porque cobra até pra respirar – anunciou que vai encerrar as operações. Aconteceu sábado.
Pelo que tão falando, é o primeiro grande estrago no setor aéreo por causa da guerra no Irã. O preço do combustível de avião dobrou em dois meses de conflito, e a empresa não aguentou. Tentaram um resgate do governo dos EUA, mas os credores não toparam.
Ah, e o Trump tentou descolar US$ 500 milhões pra salvar a Spirit, mesmo com a galera do próprio partido e uns conselheiros próximos falando que era furada. Não adiantou.
Detalhe: faz 20 anos que uma empresa do porte da Spirit (chegou a ter 5% dos voos domésticos nos EUA) não ia pro saco. A falência vai custar milhares de empregos.
O que acontece agora?
Todos os voos cancelados. Se você tinha passagem, nem vai pro aeroporto. A empresa disse que vai fazer um “encerramento ordenado das operações” (leia-se: estamos falidos, tchau).
Os concorrentes devem sair ganhando: menos oferta de voo barato, provavelmente passagens mais caras no mercado.
Entre 1º e 15 de maio, a Spirit tinha 4.119 voos domésticos programados – mais de 800 mil assentos. Tudo evaporou.