Fitch solta um aviso pra Arábia Saudita: Contas no vermelho com queda do petróleo e gastos bilionários do Vision 2030

Pois é, a conta da transformação da Arábia Saudita pode estar chegando. A agência de rating Fitch soltou um relatório alertando sobre os riscos fiscais que o país está enfrentando.

O grande motivo é a combinação perigosa: o preço do petróleo (a galinha dos ovos de ouro deles) caindo, e os gastos superpesados com o Vision 2030, o plano megalomaníaco para tirar a economia da dependência do óleo.

Os pontos principais:

Déficit Subindo: A previsão do déficit para 2025 disparou para 5,3% do PIB, mais que o DOBRO do que era projetado antes (2,3%). Só em 2026 que esperam uma melhora, para 3,3%.

A Culpa é do Petróleo (e dos Gastos): A Fitch aponta que a receita com petróleo veio mais fraca, e o governo gastou mais do que devia.

Vision 2030 é Caro: O plano, bancado pelo fundo soberano PIF (que tem quase US$ 1 trilhão), precisa investir centenas de bilhões em projetos como a NEOM (aquela cidade futurística do tamanho da Bélgica). Tudo isso pesa no caixa.

Luz no Fim do Túnel? O governo promete que em 2026 a receita sobe 5,1% e os gastos caem 1,7%. A Fitch acredita num aperto fiscal, com receita do petróleo estável, mais impostos não-petrolíferos e cortes modestos.

Resumindo: o caminho para equilibrar as contas tá mais difícil e o mundo financeiro tá de olho. A pergunta que fica é: até quando o reino aguenta bancar essa farra de gastos com o petróleo dando menos dinheiro?

É a velha história: é fácil gastar quando o poço de petróleo é infinito. O difícil é fazer a transição quando o preço da commodity cai. O Vision 2030 é necessário, mas o timing e a escala dos gastos são arriscadíssimos.

Não é à toa que a Arábia Saudita tem sido tão dura na OPEC+ para tentar manter o preço do barril alto. A pressão interna para financiar a NEOM e outros projetos gigantescos é imensa. O MBS não pode parecer fraco.

E tem gente que ainda acha que cripto é volátil. Apostar no futuro da Arábia Saudita pós-petróleo é uma das apostas macroeconômicas mais arriscadas do mundo hoje. Tudo ou nada.