Gurizada, bombou uma entrevista exclusiva da Reuters com o senador Flávio Bolsonaro. Ele confirmou os planos de ser candidato a presidente em 2026 e soltou um discurso que tenta fazer um malabarismo político daqueles.
Os pontos principais:
“Bolsonaro Moderado”: Ele se descreveu como um “Bolsonaro mais centrado, moderado e medido”. A promessa é pegar a bandeira das reformas pró-mercado do pai (como privatizações e cortes de impostos), mas se distanciar das guerras culturais da ala mais radical.
Agenda de Mercado: O fogo dele é na redução do Estado, cortes de impostos e privatizações. Puro liberalismo econômico.
Viagem Internacional: Ele planeja uma turnê internacional em Janeiro, passando por EUA, Argentina, Chile, Israel, Europa e Oriente Médio. Claramente buscando construir uma imagem de estadista e fazer contatos.
O GRANDE DIFERENCIAL (segundo ele): “Sou um Bolsonaro que se vacinou. Tomei duas doses da AstraZeneca, e meu pai preferiu não tomar”. Ele está usando isso como símbolo de seu perfil “moderado” e para se vender a líderes empresariais como um conservador sem a “bagagem” negativa da pandemia.
Impacto no Mercado: A notícia da candidatura dele, ao invés de um nome mais consolidado como o governador Tarcísio, já assustou os mercados. A aposta inicial dos investidores era no Tarcísio para enfrentar o Lula.
Contexto Pesado: Ele recebeu o aval do pai, que hoje cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe. Os miniaturas do pai e do Trump na sala não deixam dúvidas sobre a inspiração, mas o discurso tenta uma repaginação.
A pergunta que fica: A estratégia de se vender como “o Bolsonaro educado e vacinado” cola? Ou o sobrenome ainda carrega um peso grande demais para qualquer tentativa de moderar a imagem?