É meus caros, sexta-feira de agonia no outro lado da Mancha.
O FTSE 100 estendeu as perdas hoje, mais um dia sendo castigado por tensão geopolítica (Oriente Médio não deixa a gente em paz) e a libra escorregou feio frente ao dólar. Enquanto isso, os dados de varejo do Reino Unido mostraram que as vendas caíram 0,4% em fevereiro – menos do que o mercado esperava (que era -0,7%), mas ainda assim uma queda generalizada em 5 das 7 categorias medidas. O consumidor britânico tá com a mão no bolso e medo no coração.
Na ponta do lápis:
FTSE 100: -0,4% (meio-dia em Londres)
GBP/USD: -0,4%, operando a 1,3281
Alemanha (DAX): -1,3%
França (CAC): -0,8%
O Bank of England também resolveu dar as caras com uma mudança técnica: vai reduzir e fixar o preço da Discount Window Facility pra fortalecer a parada como ferramenta de liquidez. Traduzindo: tão tentando evitar que o sistema pegue fogo antes de acender.
Mas nem tudo é tristeza. A AstraZeneca (AZN) subiu 2,8% porque o tozorakimab (sim, eu também tive que ler duas vezes) passou com sucesso nos dois estudos de fase III pra DPOC. Redução significativa nas exacerbações moderadas a graves. Quem segurava papel respirou aliviado.
Resumo da ópera: bolsas europeias sangrando, libra na UTI, varejo fraco, mas a farmacêutica de estimação do Reino Unido segurando as pontas.
Alguém mais acha que o FTSE vai testar suporte de novo ou a Astra vai carregar o índice sozinha nas costas?