Fala, meus consagrados. Enquanto a gente se preocupa com o preço do pão e da gasolina, os estrategistas do Goldman Sachs tão prevendo um cenário tenso pros próximos meses. Segundo eles, o dólar pode estar “construindo pressão de valorização silenciosamente” por baixo dos panos.
O resumo da ópera: um choque energético mais amplo (leia-se: petróleo e gás indo pro espaço) pode pesar no crescimento da Europa e, de quebra, fortalecer o dólar. O índice trade-weighted do dólar tá meio estável nos últimos meses, mas isso esconde movimentos maiores.
Dois fatores tão mandando no câmbio agora:
O choque energético (guerra, sanções, Oriente Médio pegando fogo).
A demanda por IA (que consome energia pra caramba, mas isso é outro papo).
Eles dizem que esses dois fenômenos têm efeitos opostos no crescimento, mas se reforçam na inflação. Ou seja: cenário de estagflação? Talvez. Ainda segundo o Goldman, as expectativas de crescimento do mundo tão estáveis desde março (mesmo com conflitos prolongados), mas as projeções de inflação continuam subindo.
O maior risco pro dólar disparar é se o choque energético começar a apertar o crescimento, as políticas econômicas e os retornos futuros de outros países desenvolvidos – principalmente a Europa.
Enquanto isso, o dólar tá meio que num limbo: de um lado, moedas ligadas a commodities (tipo real, dólar australiano) que sobem com preço de petróleo; de outro, moedas asiáticas fortemente manejadas (ienê, rupia indiana), com bancos centrais intervindo pra segurar a queda. Essas intervenções, segundo o Goldman, não devem durar muito sem uma mudança real no cenário macro.
Ou seja, se a Europa entrar em parafuso, o dólar vira o porto seguro de sempre. E aí, Brasil? Mais um dia normal no inferno cambial.
Alguém aí ainda segurando real ou já meteu tudo em dólar? Comentem aí.