Pois é, pessoal. Agora a porca torceu o rabo de vez. A Hyundai soltou uma nota oficial hoje (sexta) dizendo que as exportações pra Europa e Norte da África, que normalmente passam pelo Oriente Médio, tão sendo seriamente afetadas pelo conflito na região.
Resumo da ópera: rotas de navegação importantes estão engarrafadas, custos logísticos nas alturas, entregas atrasando e a pressão aumentando tanto pra montadora quanto pros fornecedores.
E o pior: mesmo que a guerra com o Irã acabe amanhã, o impacto vai perdurar. Um vice-presidente sênior da Hyundai, Kim Dong-jo, disse que reconstruir as cadeias de suprimento vai levar um bom tempo. Não é da noite pro dia.
A declaração foi dada no Porto de Pyeongtaek-Dangjin (sul de Seul), onde tinha uma fila de carros esperando pra embarcar num navio gigante com capacidade pra 4.900 veículos com destino à costa oeste dos EUA. Ou seja, não é um probleminha localizado.
Além disso, os custos logísticos crescentes e a escassez de matérias-primas tão prejudicando fornecedores de peças e a própria produção. A Hyundai disse que tá conversando com fornecedores e o governo pra minimizar o estrago, mas… né.
No fim das contas, mais um capítulo da novela “Cadeias de Suprimento: O Retorno do Caos”. E quem paga o pato? O consumidor final, claro.