Dados de uma câmara de compensação (CCIL) mostram que as empresas indianas fizeram pouca proteção cambial (“hedge”) contra a flutuação da rupia, mesmo com tarifas punitivas dos EUA entrando em vigor nesta quarta-feira.
Entre 1º e 21 de agosto, os importadores indianos compraram apenas US$ 21,8 bilhões em contratos a termo de dólar/rupia. A média diária de US$ 2,6 bi é a mais baixa do ano fiscal e bem abaixo da média de US$ 3,3 bi, deixando essas empresas totalmente expostas a uma possível volatilidade da moeda.
Analistas dizem que, embora agosto seja tradicionalmente mais fraco, a atividade tão subdued é surpreendente porque o Trump já havia sinalizado as tarifas no início do mês. A aposta das empresas foi de que o conflito seria resolvido ou adiado. Um survey do Nomura mostrou que quase metade dos entrevistados via menos de 40% de chance de novas taxas.
Com as tarifas confirmadas, esse otimismo se mostrou furada. Consultores de câmbio alertam que os importadores agora estão desprotegidos contra uma rupia mais fraca e volátil.