Indígenas ocupam terminal da cargill no pará e paralisam operações 💥

Fala, galera. Notícia quente vindo da Reuters agora.

Os indígenas ocuparam o terminal da Cargill em Santarém ¶ e trancaram tudo por lá. Segundo a própria empresa, os funcionários tiveram que evacuar o local na sexta à noite.

A Cargill diz que já está em contato com as autoridades pra fazer a reintegração de posse “de forma ordenada”. Mas o ponto principal disso tudo é o seguinte: eles querem dragar os rios da região (Tapajós, etc.) pra facilitar a passagem de navios gigantes cheios de soja.

Os protestos já estavam rolando desde janeiro com bloqueio de caminhões, mas como a maioria dos grãos chega de barcaça, não tava afetando tanto. Agora, com a ocupação do terminal, a parada parou de vez. Só em 2023, passaram mais de 5 milhões de toneladas de soja e milho por ali.

No comunicado, a Cargill tentou se esquivar falando que “não tem controle sobre os planos de dragagem” e que “há fortes evidências de vandalismo”. Os manifestantes, por outro lado, tão pedindo pro governo Lula rever um decreto que abriria brecha pra dragagem na Amazônia.

Isso. Os navios tão cada vez maiores pra levar commodity mais barato. O problema é que o Tapajós não é fundo igual o mar, então eles querem dragar (raspar o fundo) pra passar. Isso levanta sedimento, fode a vida aquática e pode mudar a rota do rio.

5 milhões de toneladas por ano. É dinheiro pra caralho. A Cargill não vai deixar barato não, já devem estar ligando pros desembargadores agora pra emitir liminar.

Ah, sim, porque descer caminhão em estrada esburacada polui menos que navio, confia. O problema não é escoar, é escoar sem licenciamento e sem respeitar território indígena.