Irã avisa que vai atingir bases dos EUA após relatos de que Trump considera ataques

A situação entre EUA e Irã pode estar prestes a esquentar MUITO.

Neste domingo, altos funcionários iranianos avisaram que o governo retaliaria contra bases militares dos EUA no Oriente Médio e contra Israel se Washington atacasse primeiro.

O aviso veio do presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, depois que oficiais americanos disseram que o governo Trump está examinando cenários preliminares para atingir instalações militares iranianas.

O que o Irã está ameaçando fazer:

Atacar bases americanas na região (como as gigantescas no Qatar, Emirados Árabes e Bahrein).

Atingir rotas de navegação cruciais no Oriente Médio (Estreito de Hormuz, alguém?).

Mirar em Israel.

Ghalibaf, que é uma das figuras mais poderosas do Irã (ex-comandante da Guarda Revolucionária), também levantou a possibilidade de um ataque preventivo iraniano. Isso não é ameaça vazia: em junho do ano passado, o Irã já atacou a Base Aérea de Al Udeid no Qatar após ataques americanos a suas instalações nucleares.

O estopim parece ser a ameaça repetida de Trump de intervir se o Irã reprimir violentamente os protestos internos. O Wall Street Journal reportou que os EUA estão revisando opções militares por causa disso.

Estamos vendo o início de mais uma rodada perigosa? O preço do petróleo vai às alturas se isso sair do controle.

Isso é a clássica estratégia de “deterrência por retaliação assimétrica” do Irã. Eles sabem que não podem vencer os EUA num conflito convencional, então ameaçam atacar ativos de alto valor e aliados (Israel) para aumentar o custo de qualquer ação americana. O alvo real são as linhas de navegação - fechar o Estreito de Hormuz, mesmo que por dias, causaria pânico no mercado global de petróleo.

Resumo para o trader: COMPRA OIL FUTURES. Brincadeiras à parte, qualquer movimento real nesse conflito e o barril vai facilmente para casa dos $120+. As bases no Qatar e nos Emirados são centrais para todo o poder militar americano na região. O risco geopolítico acaba de subir vários níveis.

Retórica padrão. É o jogo de xadrez de sempre: EUA sinalizam força, Irã responde com ameaças grandiosas para o público interno e para parecer forte. Ninguém quer uma guerra total, mas o perigo é um “acidente” ou cálculo errado que cause uma escalada fora de controle. Lembram do general iraniano Soleimani?