Fala, meus consagrados. Segunda-feira preguiçosa, mas o câmbio deu uma animada. Tanto a libra quanto o euro subiram firme contra o dólar hoje – coisa de 0,2% cada, nada que vá pagar o churrasco, mas já é algo.
O motivo? Segundo o Axios, o Irã mandou uma nova proposta pra abrir o Estreito de Ormuz. Isso deu aquela levantada no apetite por risco, porque né, menos tensão = menos barril de petróleo a $200. O GBP/USD foi de 1,3505 a 1,3564, o EUR/USD ficou entre 1,1697 e 1,1751. Nada emocionante, mas melhor que ficar vermelho.
O analista do ING, Chris Turner (que deve ter tomado um cafézinho top), disse que o dólar começou a semana “meio na defensiva” porque os investidores tão tentando ver o copo meio cheio. E também porque o Departamentão de Justiça dos EUA largou de mão uma investigação criminal sobre uma reforma no Fed, o que desbloqueou a votação pro novo chair, o tal Kevin Warsh.
MAS não se emociona, não. O mesmo Turner fala: “calma, jovem, não persegue o dólar pra baixo não”. Petróleo ainda nas alturas, banco central ainda vai ter que lidar com inflação vindo aí. O DXY (índice do dólar) deve ficar na casa dos 98,50 hoje, que é segunda-feira morta.
O grande dia é quarta-feira: decisão do FOMC. Com energia lá em cima, inflação teimosa e consumo resiliente, o Fed precisa pisar em ovos pra não repetir a cagada de 2022. Vai dar tudo certo? Claro que não. Mas a gente segue operando, comprando na alta e vendendo na baixa como manda o manual do loss.