Fala, pessoal! Tudo bem?
Então, a Nomura soltou um relatório essa semana sobre o mercado japonês que explica uma parada que muita gente tava estranhando: como que as empresas japonesas têm lucro recorde, mas as ações não disparam?
Segundo o relatório, as empresas japonesas reportaram um crescimento de 50% nos lucros recorrentes no primeiro trimestre do ano fiscal de 2026 — bem acima dos 25% que o mercado esperava. O ROE bateu 12,1% (recorde histórico) e as margens operacionais chegaram a 9% (também recorde).
Só que tem um porém: metade desse desempenho veio de fatores pontuais, como ganhos cambiais, reembolsos de tarifas e reavaliação de estoques. A outra metade, sim, veio de aumento de volumes e reajustes de preços — que são fundamentos mais sólidos.
E é aí que mora o problema: os investidores estão cautelosos porque sabem que os ganhos cambiais e outros “bônus” podem se reverter rápido. Além disso, muitos já estão ajustando posições depois dos resultados, o que trava a alta.
O que a gente vê nos índices?
O TOPIX continua batendo novas máximas, mas o Nikkei 225 patina pra recuperar o pico do final de junho. A Nomura atribui isso ao medo geral de quem ficou queimado com a alta forte das ações de IA e semicondutores no começo do ano.
E ainda tem os múltiplos:
TOPIX: 16-17x lucros
Nikkei: 22-23x lucros
Ambos acima das médias históricas. Ou seja, meio caros.
Mesmo assim, a Nomura acha que ainda dá pra subir, porque as revisões de lucro continuam positivas. As metas da corretora:
TOPIX: 4.400 até o fim de 2026, 4.600 em 2027 e 4.800 em 2028.
Nikkei 225: 70.000, 73.000 e 76.000 nos mesmos períodos.
E aí, vocês compram Japão agora ou esperam uma correção?