Lula e Trump trocaram figurinhas por telefone – e o assunto foi aquele (tarifaço) que os EUA meteram no Brasil

Então, segundo o comunicado oficial do governo brasileiro, o Lula e o Trump tiveram uma ligação na sexta-feira (agora confirmada) pra discutir as tarifas que os EUA jogaram em cima de produtos brasileiros.

Pra quem não lembra: mês passado, os americanos anunciaram 25% de tarifa em alguns produtos nossos, alegando “práticas comerciais desleais”. E ainda meteram 12,5% em dezenas de países (inclusive a gente) sob a acusação de que o Brasil não fiscaliza direito trabalho forçado (isso mesmo, trabalho análogo à escravidão).

Durante o telefonema, o Lula reforçou o discurso de que “negociação é o melhor caminho” – bem estilo diplomata old school. Já o Trump sugeriu que os times dos dois países se encontrem o mais rápido possível. Pelo visto, ninguém quer que isso vire um pau azedo comercial.

Lula também rebateu as acusações ponto a ponto: chamou as tarifas de “prejudiciais pra ambas as economias” e disse que as justificativas dos EUA (desmatamento, propriedade intelectual, corrupção, o sistema Pix, etanol e importações ligadas a trabalho forçado) são “infundadas”. Ah, e ele ainda aproveitou pra falar sobre cooperação contra o crime organizado, mas deixou claro: as facções que atuam no Brasil NÃO são terroristas, ao contrário do que os EUA classificaram em maio.

No começo do mês, o Brasil já tinha começado um processo de consultas com os EUA – que pode escalar pra medidas retaliatórias. Ou seja, o jogo de xadrez tá rolando.

E aí, vocês acham que isso vai virar guerra comercial ou vai ser resolvido na base da conversa? Será que o Trump vai querer ouvir o Lula ou tá com o chicote na mão? :backhand_index_pointing_down:

25% em produtos nossos é pesado demais. Só quem trabalha com exportação sabe o tamanho do estrago. Se isso não for resolvido, vamos perder mercado pros nossos vizinhos da América Latina que têm acordos melhores com os EUA.

O detalhe mais subestimado aqui é a classificação das facções como terroristas. Isso abre brecha pros EUA fazerem operações ou sanções indiretas no Brasil.