Parece que o Brasil está a tornar-se um novo hub para a mineração de criptomoedas, mas por uma razão inesperada: um excedente crónico de energia renovável.
Segundo a Reuters, várias empresas de mining estão a negociar ativamente com fornecedores de energia brasileiros, como a Renova Energia. A ideia é usarem o excesso de energia solar e eólica que, de outra forma, seria desperdiçado e que já custou quase mil milhões de dólares ao setor nos últimos dois anos.
Pontos-chave:
A gigante Tether (a mesma da USDT) já anunciou em Julho que vai investir no país e usar energia de moagens de cana-de-açúcar para minerar Bitcoin.
Estão em curso pelo menos seis negociações para projetos PME e um projeto maior de 400 MW.
A Renova está a investir 200 milhões de dólares num projeto de mineração de 100 MW para um cliente não identificado, na Bahia, que vai usar energia de um parque eólico.
Ao contrário de outros países onde a mineração sobrecarrega as redes, no Brasil pode ser a solução para um problema de oversupply. O CEO da Renova disse que ao fornecer toda a infraestrutura, ficam “um passo à frente da concorrência”.
Isto é bom ou mau para o país? É sustentável ou é só uma gold rush temporária?