Fala, pessoal. Hoje saiu um relatório da Morgan Stanley que merece atenção pra quem acompanha o mercado de real estate comercial (CRE) — que no Brasil seria basicamente galpões logísticos, shoppings, escritórios, prédios de apartamento pra alugar etc.
A projeção pra 2026 foi revisada pra cima: agora esperam US$ 635 bilhões em transações, o que representa alta de 12% em relação ao ano anterior.
O que motivou isso? O primeiro semestre já veio forte: US$ 279 bilhões movimentados, 23% a mais que o mesmo período de 2025.
Além disso, as originações de empréstimos comerciais e multifamiliares (aqueles prédios de apartamentos inteiros pra investidor) cresceram:
16% na comparação anual
12% na comparação trimestral
A dívida imobiliária total do setor já chega a US$ 5,02 trilhões — alta de 4,5% em um ano.
E os bancos? Tão afrouxando os critérios de crédito, o que melhorou as condições de mercado no segundo trimestre.
Mas não é só alegria:
Os preços subiram só 0,9% em junho (ano vs. ano) — basicamente andando de lado.
Vendas de imóveis em dificuldade (distressed) representaram 3,3% de todas as transações.
O estoque de ativos em distresse aumentou em US$ 5,8 bilhões.
E aí vem a mudança mais curiosa: apartamentos agora são 38% das vendas em distresse, contra 37% de escritórios. Ou seja: escritórios já não são mais os reis do “vende logo antes que piore” — os prédios residenciais multifamiliares estão entrando nessa onda também.
A conclusão da Morgan Stanley é: o mercado está melhorando, sim, mas os preços seguem tímidos e o distresse continua subindo. Não é exatamente um “vamos todos comprar imóveis comerciais amanhã” — é mais um “estamos saindo do fundo do poço, mas o poço era fundo”.
O que vocês acham? É hora de olhar pra CRE com carinho ou ainda tem chão pela frente?