Morgan Stanley lança um “rastreador da disrupção da IA” e a conclusão é: por enquanto, só os jovens tão se ferrando

O Morgan Stanley resolveu fazer um dever de casa e lançou essa semana um AI Disruption Tracker pra medir o impacto da IA no mercado de trabalho. O veredito?

  • A disrupção ainda é pequena no geral.

  • O desemprego em profissões com alta exposição à IA está um pouquinho acima do normal, mas o efeito total na taxa geral é de no máximo 0,1 ponto percentual.

  • Quem tá sentindo mais? Trabalhadores jovens. A demanda por eles caiu em ocupações mais expostas à IA.

  • Quando olhamos pra dados macro (setores inteiros, folhas de pagamento), não encontraram evidência nenhuma de substituição por IA.

Ou seja: a robô ainda não roubou o emprego do tio que trabalha no banco há 20 anos. Mas o estagiário e o analista Júnior tão começando a suar frio.

O tracker promete acompanhar isso ao longo do tempo. Por enquanto, o pânico com IA parece mais hype do que fato.

“Apenas 0,1 ponto percentual” – esse é o mesmo Morgan Stanley que disse que a crise de 2008 ia ser controlada. Confia.

Sou jovem, trabalho com dados e já vi três colegas sendo substituídos por um script em Python + ChatGPT. O rastreador do Morgan pode ir pro inferno.

Gente, leiam direito: eles falam que em nível setorial não acham evidência. Isso faz sentido porque a substituição ainda é pontual. Massa crítica ainda não foi atingida. Daqui 2 anos a história pode ser diferente.